Voltando à Catarina...
Então ... a Catarina gostava de nadar ( além de fumar, tomar "uma raba-de gala" depois de atender seus pacientes, discutir filosofia e pintar quadros belíssimos). Acontece que, naquelas alturas já morando em Minas, mulheres não nadavam muito - se é que nadavam! Além disso, Catarina tinha que ensinar as filhas a nadarem. Como fazer? na cidade tinha um rio! ótimo! lá ia ela , como uma pata (seria melhor gansa?)seguida pelos patinhos ( no caso patinhas) para a beira do rio, tirava o vestido comportado e, junto com as patinhas se deliciva nadando... quando ela apontava lá pros lados do rio o pessoal já dizia: "Lá vem a Dra.Catarina e as catarininhas", e foi assim que as patinhas aprenderam a nadar, repetindo o que a mamãe pata fazia. Catarina não era de amores melosos. Seu amor era prático! Continuou assim mesmo depois, quando não precisava mais estar em prontidão total, mesmo podendo ser doce e melosa, quando não precisava mais correr atrás, ela não era de demonstrações de afeto. Seu afeto se disfarçava nas histórias que contava, no tempo que partilhava... Durona essa Catarina, sem nunca baixar a guarda. Partiu sem saber o quanto tinha deixado de marcas nos que vieram depois, partiu sem dizer até logo, sem escandalos e sem mistérios, prática se entregou ao que lhe parecia o sono eterno.
restaram lembranças... as que procuro e compartilho, para que os que vieram depois também se lembrem e compartilhem...e para que a vida continue em movimento...
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Lindo... simplismente isso! Até deu vontade de conhecer essa Catarina...
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