Voltando à Catarina...
Então ... a Catarina gostava de nadar ( além de fumar, tomar "uma raba-de gala" depois de atender seus pacientes, discutir filosofia e pintar quadros belíssimos). Acontece que, naquelas alturas já morando em Minas, mulheres não nadavam muito - se é que nadavam! Além disso, Catarina tinha que ensinar as filhas a nadarem. Como fazer? na cidade tinha um rio! ótimo! lá ia ela , como uma pata (seria melhor gansa?)seguida pelos patinhos ( no caso patinhas) para a beira do rio, tirava o vestido comportado e, junto com as patinhas se deliciva nadando... quando ela apontava lá pros lados do rio o pessoal já dizia: "Lá vem a Dra.Catarina e as catarininhas", e foi assim que as patinhas aprenderam a nadar, repetindo o que a mamãe pata fazia. Catarina não era de amores melosos. Seu amor era prático! Continuou assim mesmo depois, quando não precisava mais estar em prontidão total, mesmo podendo ser doce e melosa, quando não precisava mais correr atrás, ela não era de demonstrações de afeto. Seu afeto se disfarçava nas histórias que contava, no tempo que partilhava... Durona essa Catarina, sem nunca baixar a guarda. Partiu sem saber o quanto tinha deixado de marcas nos que vieram depois, partiu sem dizer até logo, sem escandalos e sem mistérios, prática se entregou ao que lhe parecia o sono eterno.
restaram lembranças... as que procuro e compartilho, para que os que vieram depois também se lembrem e compartilhem...e para que a vida continue em movimento...
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
as catarinas
mulheres fortes e determinadas... esta é a herança que nos marca e que pesa muito. Superar-nos e nos re-inventarmos... cairmos e levantar-nos. Cada uma em seu caminho de descobertas, aflições e risos.
Coincidencia ou não, outra Catarina aparece. Esta é a do Shakespeare, personificada por uma das descendentes da primeira Catarina que atravessou os mares e aportou nos trópicos. Engraçado é que parecem ter coisas em comum, que permeiam em quem personifica a do dramaturgo e aquela que que hoje percorre as veias e as almas dos que vieram depois.... Vida em contínuo movimento, ressurgindo em momentos diversos. Vidas em movimento
Coincidencia ou não, outra Catarina aparece. Esta é a do Shakespeare, personificada por uma das descendentes da primeira Catarina que atravessou os mares e aportou nos trópicos. Engraçado é que parecem ter coisas em comum, que permeiam em quem personifica a do dramaturgo e aquela que que hoje percorre as veias e as almas dos que vieram depois.... Vida em contínuo movimento, ressurgindo em momentos diversos. Vidas em movimento
a blogueira iniciante aqui esqueceu-se como postava e, ao invés de postar colocou um comentário... copio para quem se interessar.
tentando contar histórias, então...
era uma vez uma mulher, produto da Viena do início o século 20, inteligente, forte, determinada, e por que não? um pouco louca, que depois de um tranco no coração pensa em fugir de tudo e encontra no irmão da amiga o parceiro improvável que pode leva-la para longe.
E era uma vez também um homem super bem-apessoado, apaixonado, pacifista e aventureiro e, como não poderia deixar de ser um tanto louco também.
E assim, numa parceria improvável e audaz, estes dois cruzam um oceano e aportam num país tropical, e não sei se muito abençoados por deus, foram parar no sertão de Goiás, procurando caminhos para trazer os "cavalos de ferro", que uniriam oceanos ( que ainda não foram unidos, pelo menos não deste jeito).
Neste mundo de sertanejos fortes foram ficando, numa carência de tudo e todos, com almas diminuídas frente a enormidade do céu do cerrado, a conquista diária da sobrevivência e no cuidado com as novas almas, que surgiam já temperadas pelo sol e a grandeza dos trópicos...
tentando contar histórias, então...
era uma vez uma mulher, produto da Viena do início o século 20, inteligente, forte, determinada, e por que não? um pouco louca, que depois de um tranco no coração pensa em fugir de tudo e encontra no irmão da amiga o parceiro improvável que pode leva-la para longe.
E era uma vez também um homem super bem-apessoado, apaixonado, pacifista e aventureiro e, como não poderia deixar de ser um tanto louco também.
E assim, numa parceria improvável e audaz, estes dois cruzam um oceano e aportam num país tropical, e não sei se muito abençoados por deus, foram parar no sertão de Goiás, procurando caminhos para trazer os "cavalos de ferro", que uniriam oceanos ( que ainda não foram unidos, pelo menos não deste jeito).
Neste mundo de sertanejos fortes foram ficando, numa carência de tudo e todos, com almas diminuídas frente a enormidade do céu do cerrado, a conquista diária da sobrevivência e no cuidado com as novas almas, que surgiam já temperadas pelo sol e a grandeza dos trópicos...
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sábado, 8 de maio de 2010
Por que "she who remembers"?
Na cultura dos indios Pueblos, do sul dos Estados Unidos, existe um personagem que é a que mantém a história e a que busca e cria histórias para dar as explicações de todos os acontecimentos que permeiam a comunidade.
Acredito que todos tenhamos um pouco disto, desta necessidade de resgatar as histórias,de saber de onde viemos, quais foram as histórias que fizeram de nós quem somos.
Resolvi ser eu a "she who remembers" na minha família, procurando resgatar as histórias daqueles que, mudando de continente, mudaram as almas de seus descendentes...
Acredito que todos tenhamos um pouco disto, desta necessidade de resgatar as histórias,de saber de onde viemos, quais foram as histórias que fizeram de nós quem somos.
Resolvi ser eu a "she who remembers" na minha família, procurando resgatar as histórias daqueles que, mudando de continente, mudaram as almas de seus descendentes...
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