Na cultura dos indios Pueblos, do sul dos Estados Unidos, existe um personagem que é a que mantém a história e a que busca e cria histórias para dar as explicações de todos os acontecimentos que permeiam a comunidade.
Acredito que todos tenhamos um pouco disto, desta necessidade de resgatar as histórias,de saber de onde viemos, quais foram as histórias que fizeram de nós quem somos.
Resolvi ser eu a "she who remembers" na minha família, procurando resgatar as histórias daqueles que, mudando de continente, mudaram as almas de seus descendentes...
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ResponderExcluirorgulho de quem nós somos!
ResponderExcluirbom ter alguém para reviver nossas origens...
te amo,mama!
tentando contar histórias, então...
ResponderExcluirera uma vez uma mulher, produto da Viena do início o século 20, inteligente, forte, determinada, e por que não? um pouco louca, que depois de um tranco no coração pensa em fugir de tudo e encontra no irmão da amiga o parceiro improvável que pode leva-la para longe.
E era uma vez também um homem super bem-apessoado, apaixonado, pacifista e aventureiro e, como não poderia deixar de ser um tanto louco também.
E assim, numa parceria improvável e audaz, estes dois cruzam um oceano e aportam num país tropical, e não sei se muito abençoados por deus, foram parar no sertão de Goiás, procurando caminhos para trazer os "cavalos de ferro", que uniriam oceanos ( que ainda não foram unidos, pelo menos não deste jeito).
Neste mundo de sertanejos fortes foram ficando, numa carência de tudo e todos, com almas diminuídas frente a enormidade do céu do cerrado, a conquista diária da sobrevivência e no cuidado com as novas almas, que surgiam já temperadas pelo sol e a grandeza dos trópicos...